No 2º dia do Colóquio, ativismo online e os protestos de junho no Brasil

As diferentes faces do ativismo online serão abordadas na Mesa IV do segundo dia Colóquio Internacional Tecnologia e Democracia (31/10). A primeira exposição é de Dominique Cardon, sociólogo do Laboratoire des usages d’Orange Labs e professor da Universidade de Marne la Vallée Paris – Est ( LATTS ), que apontará como, apesar da diversidade temática, há especificidades da mobilização feita via internet, tais como maior horizontalidade, menor peso das organizações e do consenso nas decisões. Para isso, discutirá como essas características foram manifestadas ao longo da história do ativismo online.

Já a apresentação dos pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Alessandra Aldé e João Guilherme dos Santos, focará nas similaridades entre as “manifestações ocorridas no Rio de Janeiro nos meses de junho e julho de 2013 e as dinâmicas registradas em casos de resistência civil e ação não violenta ocorridas em 18 países diferentes, entre 1917 e 2007, identificadas pelo projeto Civil Resistance & Power Politics da Universidade de Oxford”. Aldé é professora e pesquisadora do PPGCom da UERJ, onde coordena o grupo de pesquisa Tecnologias da comunicação e política. João Guilherme Bastos dos Santos é mestrando do PPGCom-UERJ (bolsista CNPq).

Os protestos de junho e julho também serão objeto de análise do professor e pesquisador Marcus Abílio Pereira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Sua discussão será focada em Belo Horizonte, mais precisamente em cinco páginas do Facebook criadas por grupos e/ou cidadãos da capital mineira: Black Bloc-BH, Comitê dos Atingidos pela Copa, O Gigante Acordou-BH, Primavera Brasileira-BH e Movimento Fora Lacerda. O pesquisador monitorou as postagens públicas de tais ambientes online a fim de entender como “os internautas, a partir de suas interações no Facebook, trataram a temática da violência durante os protestos de 2013”.  Pereira é doutor em Sociologia Política pela Universidade de Coimbra e coordena, junto com Ricardo Fabrino Mendonça, o Grupo de Pesquisa em Democracia Digital da UFMG, um dos realizadores do Colóquio.

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